/* */ Cor Sem Fim: LGTTU! - As praxes (a MINHA OPINIÃO)

25.9.15

LGTTU! - As praxes (a MINHA OPINIÃO)

Vamos lá tentar não ferir ninguém...

Então do que vou falar? Não só do que está ali em cima mas também: das praxes. Não é da Praxe. Mas das praxes de que eu tive conhecimento. Sei que não é igual em todo o lado portanto tudo isto é a MINHA perspectiva, o MEU ponto de vista, a MINHA opinião. Realcei vezes suficientes que é um texto pessoal e não factual e generalizado? Espero que sim.


Eu fui um dia às praxes (se as praxes fossem mesmo integração, aconteciam naturalmente e não se "ia às praxes"). Houve alunos mais velhos bem simpáticos, trataram-me bem. Outros que são idiotas a tempo inteiro. Mas não foi o meu ambiente. Não gosto de estar a ouvir gritos constantemente, a fazer "granadas" o tempo todo, a olhar para baixo e ainda a ter que dizer que estou feliz. Não estava. Estava mais que desesperada para sair dali, mas ainda assim decidi experimentar. Ninguém me obrigou a estar lá, mas é a mesma coisa que só provar um bocadinho de uma comida qualquer e dizer que não gostamos. No dia a seguir decidi dizer que não queria mais participar naquele tipo de práticas. Não queria comer caldos knorr. Não queria andar a correr. Não queria mandar-me para o chão. Não queria estar sempre a ver aquele chão cinzento e monótono.

Também não queria fazer noitadas, pois nunca o fiz e não gosto. Não faz parte do meu feitio sair para beber, ficar na rua até tarde e aturar gente que bebe. Não há paciência. Nessa altura, pouca gente se via na escola. Professores que repetiam a mesma coisa por aparecerem alunos novos. Alunos que faltavam a aulas. Mas a sério? Acham mesmo que é isso que devem fazer? Acham mesmo que cerca de 900€ ou mais são para andar a ser gastos em faltas a aulas e entrada em praxes? Isso faz sentido na vossa cabeça? Na minha não. Na minha cabeça ir para a universidade significa estudar, tirar um curso, aprender, formar-me. E não andar a fazer o que outras cabecinhas que lá andam há mais tempo nos mandam fazer.

Toda esta teoria das praxes para vos dizer o quê? Que vocês estão a ir para o ensino superior para fazer um curso e não para servir alunos mais velhos. Metam isso na cabeça. Querem "ir às praxes"? Óptimo, vão. Mas não deixem os estudos para segundo plano. Não se esqueçam que é por causa disso que lá estão. Não se candidataram às praxes, candidataram-se a um curso que merece toda a vossa atenção. Há tempo para diversão. Mas saibam dosear as coisas. Saibam dizer não.

Mais uma coisa: respeitem toda a gente, mais velhos ou mais novos. Não é por envergarem um traje (que muitas das vezes nem sabem nada sobre ele) que são mais que vocês. Se vos mandam calar assim sem mais nem menos, não têm que se calar. Se vos mandam olhar para o chão? Isso é tolice. Como se integra alguém se esse alguém está sempre a olhar para o chão? Só ficando a conhecer os sapatos dos colegas. Eu cá também não tenho paciência para aturar bebedeiras e ressacas. Nem pessoas mal educadas que se julgam mais que os outros.

Portanto meus amigos, eu trajo (porque não há razões para confundir traje com praxes). Com muito orgulho. Com muito coração. Irei integrar (ou tentar) como sempre fiz. Se és aluno novo e estás a ler isto: não vás em tudo o que te dizem. Nesta altura são todos simpáticos. Se és dos alunos mais velhos (que cá todos são veteranos) daqueles ranhosos e estás a ler isto: estuda aquilo que estás a fazer. Lê, pesquisa e procura essas regras que afirmas ser verdadeiras, mas se te pedirem onde é que isso está escrito, dizes que é assim porque sim, desconhecendo que há uma tradição. Se és dos alunos mais velhos que sabes o que é a Praxe e a integração: thumbs up para ti. Ensina os outros.

Resumindo o quero dizer é: criem a vossa opinião. Experimentem se querem. Mas nunca, NUNCA, deixem o curso para segundo plano.

Agora já sei que me vão querer dar pancada à conta deste texto. Mas é a MINHA opinião. Viva a liberdade de expressão!

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